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O sétimo servo

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O sétimo servo

Mensagem por Yay em Dom Jan 31, 2016 12:57 am


O terraço da família Marmor. Quando eu era pequeno, sempre vinha aqui, para fugir dos treinos intensos que eram impostos a mim. Dentro dessa família tão rigorosa com a magia, esse terraço foi o único lugar que sempre me deu conforto, era a única parte da mansão Marmor que eu podia chamar de lar. O pôr do sol daqui sempre foi lindo, seu calor confortante mantinha-me relaxado, fazia esquecer-me um pouco das preocupações, me dava esperanças que eu teria uma vida melhor nessa família.
Mesmo assim, acabei descobrindo segredos obscuros, segredos que meus “pais” guardavam. Eles apenas queriam abusar do meu talento, abusar da aptidão que eu tinha para com a magia de criação. Quando cheguei à adolescência, finalmente fiz uma decisão, eu tinha que fugir dessa família. Não conseguia suportar mais, ser treinado de forma brutal apenas para ser usado, como uma marionete. Apesar dos meus esforços para manter-me escondido, tudo foi em vão, eles finalmente me encontraram.

Hum, havia me esquecido dessa sensação de ter um lar, esse terraço realmente foi à única coisa boa que tive na minha vida toda. De repente, começo a escutar meu nome ser chamado, parece que alguém estava me procurando desesperadamente. Olho para trás e vejo um homem um pouco mais jovem que eu, esse homem era Noah Marmor, herdeiro da família e meu “irmão”. Ele parecia ofegante, deveria estar me procurando faz tempo, sem mais delongas, ele começa a falar:

- James! Ufa, finalmente te achei. O que você está fazendo no terraço? Você deveria estar se preparando para sua invocação! E, além disso... Pelo amor, coloque um par de roupas decente, desde os anos 90 ninguém usa mais esse visual.

- Quando vai parar de agir como se fosse minha babá, Noah?  Não se preocupe com a invocação, ela só será feita meia noite, quando minha mana estiver em seu pico.

- Mesmo assim, James... Nossos pais estão preocupados com você, desde que você fugiu-

- Você nunca vai entender Noah! Eles não estão preocupados comigo, apenas querem me usar de novo para conseguir o Graal!

- O que você quer dizer com isso?! Se eles apenas quisessem o Graal, poderiam apenas encarregar essa tarefa para mim!

- Idiota! Acha mesmo que irão arriscar sua vida? Você, que um dia herdará tudo isso? Estão me usando não só para conseguir o Graal, mas ao mesmo tempo proteger a sua vida!

- Mas...

- Não se preocupe comigo, isso não tem nada haver com você. Afaste-se de mim enquanto pode, apenas lutarei para conseguir minha maldita liberdade.

- James... Eu realmente estou preocupado com você. Sabe que pode morrer nessa guerra, não sabe? O que você acha que vou fazer se você perder a vida?! Você é meu único irmão, então-

- Noah, pare. Não iremos mais discutir sobre isso. Apenas farei a invocação e ganharei essa guerra. Não é da sua conta.

Viro-me de costas e vou em direção a porta para sair do terraço, enquanto ando, apenas escuto um leve sussurro.

- James... Por que... Por que justo você...

Ignorando o sussurro, continuo seguindo caminho, até a sala onde será feita a invocação, e enquanto nada acontecerá, alongo minhas costas em um pequeno divã, tirando um breve cochilo. Alguns tapinhas na face foram o suficiente para que uma daquelas empregadas me acordasse.

- Senhor James, acorde, por favor. A cerimônia da invocação irá começar logo, então se prepare.

Levanto e me preparo para a invocação, finalmente chegou a hora. A partir de agora, tudo que devo fazer é ganhar. Não importa quem eu encontrar no caminho, não terei misericórdia. Mas... Por que de repente lembro-me das palavras de meu irmão? Ele realmente estava preocupado comigo? Bem, nada disso importa, tudo que devo fazer é invocar meu servo, por hora.


~x~


Enfim, a invocação do último servo de tal guerra estava prestes à tomar início. James se aproximava da área a qual o mesmo utilizaria, em que estava no piso mais alto de sua casa; a mansão de sua família tinha três andares. Desenhando o círculo com a sua mana, o jovem utilizava daquela energia em forma de líquido para traçar tais marcas no chão. Isso acabou por sujar, de certa forma, seu corpo e vestes. Tinha convicção do servo que queria invocar, pegava o que seria o seu catalisador; a luva sem garras mostrava-se extremamente desgastada. Posicionando-se no meio do círculo, James começava a entoar as palavras que invocariam seu servo. Noah, curioso, apenas se posicionava atrás da porta, observando o macabro linguajar de seu irmão.

- Vindo de origem falsa, aqui estou. Como mestre, te invocarei como a representação da maldade! Suas lâminas farão pouco de seus alvos, e sequer em seus sonhos nossos inimigos se salvarão. Mensageiro da morte, apareça, agora!

Alguns baques...
... Nada aconteceu.
Todavia, não demorou muito para que estranhamente, James caísse desmaiado, grunhindo muito e contorcendo-se levemente. Noah assustou-se ao ver tal cena, e correu em virtude do socorrimento de seu irmão. Gritando enquanto perguntava se James estava bem, o mesmo estava em uma situação estranha, mas aparentemente, havia conseguido o seu tão desejado servo. Acordava em uma imensidão branca e vazia, sem entender muito. Alguns poucos minutos de discernimento, que eram interrompidos por dois cortes na testa do novo mestre. Não cortavam sua cabeça, mas seriam o suficiente para cortar inteiramente a sua pele. Ele estaria bem, já que se tratava de um sonho... Mas aquele assassino que ele havia contratado era traiçoeiro. Noah gritava de agonia ao ver os cortes horizontais na testa do seu irmão.

No sonho de James, o seu servo finalmente se materializava na sua frente. Não parecia muito feliz. Pulou na direção do mesmo, o imobilizando no chão e deixando a lâmina do seu indicador direito repousante em sua garganta. James gritava de susto ao ver a cara deformada, o chapéu velho e a veste verde e rubra de seu servo. Forçando um pouco mais a lâmina no pescoço do Marmor, Krueger começava a falar.

- Ora, ora... COMO SE ATREVE A ME INVOCAR COM PALAVRAS TÃO IDIOTAS!? Você realmente não é um mestre adequado para mim, sabia? - Krueger batia a sua outra mão no solo, enquanto observava o mestre com uma cara maliciosa. - Agora que estou aqui, não vou sair de mãos vazias. Esse era o Assassin que você pediu?

O dedo patinava sobre a jugular de James, e aos poucos desunia cabeça e corpo. Seu irmão continuava gritando com o susto e gritava o nome de suas empregadas às chamando, mas era tarde. James estava morto, da forma mais cruel que Noah havia visto. Os gritos de dor do seu irmão ecoavam na mente do jovem que ainda estava vivo. Aos poucos, o homem demoníaco se projetava; a cara rósea e deformada, o chapéu velho e desgastado; a camisa listrada e a calça unicamente preta. As lâminas nos dedos da luva bege, com o indicador ainda sujo de sangue. Sorrindo para o irmão do rapaz morto, Krueger entoava suas primeiras palavras neste mundo.

- Espero que você não seja a segunda opção, tão fraco quanto. - Em poucos segundos, outra cabeça era arrancada. Ambos os herdeiros da família Marmor estavam mortos, e as empregadas que se aproximavam eram assassinadas de forma tão rápida e eficaz quanto. Estranhamente, o sangue de suas vítimas adentrava seu corpo como se tivessem vontade própria, e o faziam se sentir cada vez mais poderoso. Observando sua mão por poucos segundos, notava que três marcas avermelhadas se formavam na placa prateada de sua luva, queimando como lava. Sorria por alguns momentos, e após algumas gargalhadas, o sétimo mestre estava feito. Não seria um Marmor, tampouco o outro; pelo contrário, pela primeira vez um servo seria seu próprio mestre.

- Huh... Parece que vamos brincar mais um pouco aqui...!
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Yay
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